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Investidores sociais podem obter retornos entre 7 e 12 por cento em contratos que tratam de problemas crônicos da sociedade

SIBHub Brasil

por Isabel Rodrigues

Emitidos em grande parte pelo setor público, dezenas de contratos de impacto social ou contratos de impacto para o desenvolvimento já levantaram centenas de milhões de dólares para financiar projetos que tinham por objetivo tratar de problemas crônicos da sociedade, como saúde materna na América Latina ou educação primária de meninas na Índia.

Os retornos dos contratos, negociados com antecedência e muitas vezes financiados por doadores tradicionais, estão condicionados ao alcance dos resultados tangíveis e pré-definidos dos projetos. Os investidores podem não receber nada se os projetos falharem, ou podem receber o principal acrescido de um prêmio se os resultados forem melhores que o esperado.

"Normalmente, os contratos de impacto social e os de desenvolvimento estão oferecendo um retorno em algum lugar entre 7% e 12%. Este é um tipo de faixa que as pessoas do setor consideram razoável"
Phyllis Costanza, executivo-chefe da UBS Optimus Foundation

Esse tipo de contrato também permite que recursos de “fácil acesso” oferecidos por filantropos retornem, acrescidos de um prêmio, abrindo a possibilidade para que esses recursos circulem em novos projetos. Investidores privados normalmente fornecem financiamento inicial para esses projetos que têm que atingir alvos designados, exigindo uma nova mentalidade e habilidades de coleta de dados e no rastreamento não apenas de como o dinheiro é gasto, mas também da eficácia do desembolso. 

Governos, doadores e agências de fomento normalmente fornecem os fundos para pagar os investidores com base em critérios de sucesso monitorados por um verificador independente. Por exemplo, uma agência de fomento do governo suíço está ajudando a Colômbia a criar um CIS para trazer pessoas em situação de vulnerabilidade social para o mercado de trabalho. O Banco Internacional de Desenvolvimento (BID) ajuda a administrar o programa estimado em 8,6 milhões de dólares, pelo qual a Suíça faturará cerca de 3 milhões de dólares em retorno caso o contrato atinja as metas de impacto pré-estabelecidas, ou seja, em caso de sucesso.

Esse tipo de abordagem atrai investidores sociais, muitas vezes fundações, procurando maneiras de diversificar seus investimentos enquanto fazem o bem na sociedade, mas também levanta questões éticas sobre como lucrar com projetos de desenvolvimento. Segundo Sergio Ermotti, diretor executivo da UBS, os clientes buscam cada vez mais investir de maneiras que impulsionassem a mudança social sustentável, através de uma abordagem profissional, transparente e focada em resultados.

Para ler a notícia na íntegra em inglês, acesse: https://reut.rs/2Q2OYt6

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